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	<title>Nuno Firmino - eBook &#187; Capítulo VI</title>
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		<title>Nuno Firmino - eBook &#187; Capítulo VI</title>
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		<title>Eu chamo-me Jesus &#8211; Capítulo VI</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jan 2007 10:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Firmino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capítulo VI]]></category>

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		<description><![CDATA[- Eu ajudo-a - prontificou-se Jesus. - Posso empurrar a sua bicicleta, importa-se que o faça? 
 
- Agradecida - respondeu a mulher com um sorriso que manteve enquanto caminhava.
 
- Sabe, eu senti que tinha de retribuir-lhe o gesto. A senhora foi amável comigo, como eu não uso navalha, lembrei-me que a poderia ajudar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nunofirminoebooks.wordpress.com&blog=600963&post=31&subd=nunofirminoebooks&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="margin-left:1.45pt;"><span>- Eu ajudo-a </span><span style="font-size:11pt;font-family:Symbol;"><span>-</span></span><span> prontificou-se Jesus. </span><span style="font-size:11pt;font-family:Symbol;"><span>-</span></span><span> Posso empurrar a sua bicicleta, importa-se que o faça? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:1.45pt;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:1.45pt;"><span>- Agradecida </span><span style="font-size:11pt;font-family:Symbol;"><span>-</span></span><span> respondeu a mulher com um sorriso que manteve enquanto caminhava.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:1.45pt;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:1.45pt;"><span>- Sabe, eu senti que tinha de retribuir-lhe o gesto. A senhora foi amável comigo, como eu não uso navalha, lembrei-me que a poderia ajudar desta forma.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>A mulher fixou o rosto do viajante. Subitamente desmanchou o sorriso e perguntou:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Quem és tu? Pareces não ter idade&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- O meu nome é Jesus, e é claro que tenho idade!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Chamas-te Jesus!?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Sim, chamo-me Jesus, porque gosto do nome. Agora toque a sua flauta Senhora, pois parece que vamos ter clientes. – E Jesus apontou na direcção de três senhoras de idade que seguravam algumas tesouras.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>A Mulher riu, mas continuou a querer conversar:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Ah é assim? Chamaste Jesus porque simplesmente gostas do nome, está bem!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Sim, e que tem isso de estranho?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Então, porque normalmente nós temos o nome que alguém nos deu em pequenos e não o nome que mais gostamos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Então, mas o meu nome é Jesus simplesmente porque eu gosto.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>A mulher voltou a ganhar o sorriso. Notava-se que gostava do que fazia e ao chegar perto das clientes tratou-as como se fossem parte da sua família &#8211; toda ela era alegria e carinho para com as velhotas da cidade antiga. Jesus, observando-a, apreciava o que via. Aquela amola tesouras exercia o seu ofício com tal mestria que o simples gesto: de inclinar mais ou menos a tesoura na roda de amolar era um acto feito com tal precisão que até dava gosto olhar. Jesus sabia o motivo porque isso acontecia, mas não fizera qualquer tipo de comentário. Apenas a observava, até porque ele não era muito falador, limitando-se a empurrar durante toda a manhã a bicicleta e a escutar as conversas da mulher moura &#8211; essa sim, gostava de falar e comentar o que via e ouvia pelas ruelas de Mértola.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Jesus gostava mais de caminhar por ali ajudando aquela mulher de princípios. Percebera, que ela tivera uma infância complicada &#8211; soube ler-lhe uma mágoa antiga e importante no seu coração. No entanto, viu que era honesta e de confiança e que fora educada com amor, pois não lhe notara o contrário. Somente uma tristeza bem escondida num cantinho bonito do seu coração.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Jesus, não tens trabalho? </span><span style="font-size:11pt;font-family:Symbol;"><span>-</span></span><span> perguntou a mulher moura, olhando-o na expectativa.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Precisar de trabalhar é umas das maiores mágoas que tenho, pelo menos da forma como estamos habituados a encarar o trabalho.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Como assim? Não entendi…</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Então porque ninguém devia ser forçado a trabalhar, tendo como troco a sobrevivência.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Mas, o que é que tu não percebes? As pessoas trabalham porque precisam de alimentar os filhos, precisam de comer, vestir e calçar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Não me interpretes mal! Eu não me refiro a isso, pelo menos nesses modos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Então, a que modos se refere o Senhor Jesus? Já vi&#8230; És daqueles que tem alergia ao trabalho!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Jesus riu baixinho e disse:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- As pessoas falam do trabalho como se fosse algo penoso e pejorativo, o trabalho não nasceu assim. O trabalho é algo para ser bonito e útil. Tal como tu aí a amolares as facas com total entrega fazes do teu trabalho algo belo e grandioso.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>- Hum, agora entendo o que dizes&#8230; aliás, foi por isso que deixei um curso superior por terminar e aprendi esta arte&#8230; que apesar de não ser gratificante monetariamente, ajuda-me a viver melhor comigo e com os outros. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Jesus tornou a sorrir, mas a conversa morreu por ali.</span></p>
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